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É agressivo ou está agressivo
Publicada no dia 08/06/2015 às 08h49

 É agressivo ou está agressivo?

- Eis a questão!

 

Todos os seres humanos (inclusive os animais) trazem consigo um impulso agressivo. A agressividade é um comportamento emocional que faz parte da afetividade de todas as pessoas. Portanto, é algo natural.

No entanto, a maneira de reagir frente à agressividade varia de cultura, pois cada um tem as suas leis (umas inclusive agressivas), valores, crenças, etc... Alguns comportamentos agressivos são tolerados, outros são proibidos.

Nas sociedades ocidentais, bastante competitivas, a agressividade costuma ser aceita e estimulada quando esta vale como sinônimo de iniciativa, ambição, decisão ou coragem. Mas é impedida, reprimida ou punida quando identificada como atitudes de hostilidade, de sentimentos de cólera.

“Meu filho é agressivo...!” Para cada um de nós esta frase tem uma conotação, um significado diferente, pois determinado tipo de comportamento pode ser considerado agressivo para uns e não para outros.

Mas afinal, o que é ser agressivo?

Seria qualquer ação que pretende danificar algo ou alguém. Geralmente, estes atos agressivos não são a verdadeira expressão de raiva, mas sim desvios de outros sentimentos (como mágoa, insegurança, etc) que devido ao fato da criança não saber como lidar com eles, expressa-os através de atos agressivos.

Agressividade não é traço de personalidade. Não existem crianças que são agressivas, existem crianças que estão agressivas. Dentre os fatores que influenciam a criança estar agressiva esta o meio macrossocial, ou seja, sua família. Somente depois é que ela assimila os valores da sociedade e dos meios de comunicação.

Assim, atos agressivos podem ser aprendidos por meio da observação de modelos agressivos também pode ter efeito de aumentar o comportamento agressivo da criança. Portanto, é de se esperar que, em geral, crianças recompensadas por agressão e as que vêem muita agressão no espaço familiar torna-se-ão mais agressivas.

É preciso esclarecer os limites entre travessuras da infância e transtornos de conduta (reação vivencial hostis, desproporcionais aos estímulos, dificuldade adaptativa). Enfatiza-se que a agressividade voltada para o outro surge como fato destacado, percebido na falta de “limites”.

É de suma importância que os pais saibam que mesmo o filho ainda pequeno, não consiga dominar suas emoções, não devem deixá-lo bater, chutar ou agredir os outros. Ele pode ter suas emoções ainda não controladas, mas é capaz de entender os limites que lhe são colocados.

Orientações que podem ajudar:

·         Se a criança insistir em machucar outra pessoa ou os pais, devemos segurar as suas mãos e dizermos bem sérios:

·         “Isso não é bonito, você não pode bater no outro”.

·         Às vezes, deixar de fazer algo que a criança goste muito, também funciona.

·         Dizer para a criança que nós entendemos que ela está aborrecida e que não sabemos o porquê poderá ajudá-la muito no sentido de que sentir aborrecimento (raiva) não é um sentimento negativo, feio ou ruim, mas o que não pode acontecer é machucar o outro.

 

Pais, não se preocupem com as possíveis frustações, vocês só estarão fazendo bem ao seu filho. Ele precisa de limites e um dia seguramente lhes agradecerá por isso.

 

(Texto adaptado por Márcia Pinho do site: educaja.com.br. acessado em: 03/06/2015)

Fonte: (Texto adaptado por Márcia Pin
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